sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ENSINO DO MESTRE BIMBA

BATISMO

O  batismo  foi desenvolvido pelo Mestre Bimba ao calouro, que seria o seu 1º contato real com uma roda de capoeira, nestas ocasiões o aluno joga com mais de um formado e ao final do jogo recebia seu nome de capoeira  ou apelido de guerra, que a partir desta data o acompanhará por toda sua vida, ou enquanto estiver ligado á capoeira.Neste jogo o calouro deve mostrar o que aprendeu durante o tempo em que foi treinado.
Na época do Mestre Bimba, o calouro recebia também um lenço de seda que deveria ser usado no pescoço pelo aluno. Segundo a tradição o lenço deveria ser usado para o aluno se defender das navalhas dos adversários, já que pela leveza do tecido as navalhas deslizavam com facilidade, evitando assim que o capoeirista fosse atingido. Isto influenciou o sistema de graduação (cordas, cordões) que seguiam as combinações das cores da bandeira brasileira.
É o momento em que o iniciante da capoeira joga pela primeira vez na roda de capoeira com o acompanhamento de instrumentos. No batizado, o mestre escolhia o formando que jogaria com o calouro e então fazia o toque do São Bento Grande, toque característico da capoeira regional. Para isso o calouro era colocado no centro da roda, onde o mestre escolhia um apelido para ele. Após esta definição o “nome de guerra”. Depois de definido o nome de guerra o mestre mandava o calouro pedir a “benção” do padrinho, que ao estender a mão recebia uma benção que o jogaria no chão. E sem dúvida o mistério do Mestre Bimba era fundamental para a construção do processo da capoeira Regional baiano que definitivamente entrou no mas alta sociedade da Bahia.
Você tinha que ser um aluno do mestre Bimba até nos momentos de festa e ficar sempre atento a tudo e a todos. Ser aluno de Mestre bimba era o maior privilégio, pois o Mestre Bimba era um pai para todos.
A cerimônia iniciava com uma roda de formados antigos para que as madrinhas e os convidados pudessem ver o que era a Capoeira Regional. Mestre Bimba ficava ao lado da bateria que era formado por um berimbau e 2 pandeiros, comandando a roda e cantando músicas características da capoeira regional. Ao final da roda o mestre chamava o orador que geralmente era um formado mais antigo para falar um breve histórico da capoeira regional, e sobre a vida do mestre.
Após o histórico, o mestre entregava as medalhas aos paraninfos e os lenços azuis (graduação dos formados) as madrinhas. Os paraninfos colocavam a medalha do lado esquerdo do peito do formado e a madrinha colocavam os lenços no pescoço dos seus respectivos afilhados. Daí os formados realizavam alguns movimentos demonstrando a sua habilidade e competência.
Vários mestres contam que o orador da Turma do Mestre Bimba tinha que estudar um pouco sobre a capoeira regional e quando não o fazia no primeiro momento o Mestre Bimba dizia: (tá bom...) isto era um sinal de que o orador não sabia de nada, mas nada mesmo... então, era retirado da linha de frente para não estragar a festa. Assim era o Mestre Bimba cheio de mistérios com a sua Regional.

ESPECIALIZAÇÃO

Este curso tinha a duração de 03 meses, sendo 2 meses no centro de cultura física e 01 mês nas matas existentes na chapada do Bairro do Rio Vermelho. Era um treinamento de guerrilha onde aconteciam emboscadas, armadilhas etc. consistia em submeter o formado á situações inusitadas onde ele poderia efetuar a defesa de 03 pessoas para ver como ele ia se sair, podia existir até mesmo fazer defesa de uso de armas.
Finalizado o curso o mestre Bimba realizava uma outra festa para os novos especializados e estes recebiam o lenço vermelho que representava a nova graduação. O aluno após formar-se tinha a obrigação de pendurar um quadro com a foto do mestre, do padrinho, do orador e a própria foto.
Sem dúvida que Mestre Bimba pensava muito longe com a capoeira regional com todo esse processo de organização e estruturação do trabalho maravilhoso que ele desenvolveu não podemos deixar de respeitar sua inteligência.


fonte : site capoeira mestre Bimba

terça-feira, 4 de outubro de 2011


Manduca da Praia

Manduca da Praia, foi conhecido e temido pela policia e pelos próprios capoeiristas. Auto, forte de barba e cabelos ruivos, viveu por volta de1850, demonstrando superioridade a todos os capoeiristas daquela época no Rio de Janeiro, mesmo sendo uma época em que viveram terríveis capoeiristas como, por exemplo: Aleixo Açougueiro, Quebra Coco, Pedro Cobra, Bem-te-vi, Mamede e muitos outros.

Desde cedo Manduca já demonstrava agilidade saltando touros bravos, como também, no uso do punhal, da navalha e do Petrópolis, que é uma comprida bengala de madeira-de-lei, companheira quase que inseparável de Manduca e de todos os valentões da época.Também se destacando na malicia do soco, da banda e da rasteira, entre varias outras coisas. No entanto, se destacava dos outros pela sua frieza e calculismo, da inteligência que possuía em comparação aos seus companheiros (rufiões, gigolos, valentžes etc.).

Manduca era um capoeirista por conta própria, pois naquela época a capoeira, era muito perseguida pela policia e, para se ser capoeirista era mais seguro e racional, fazer parte de alguma gang, sendo que as mais fortes, eram os Nagos e os Guaiamus, que eram as que comandavam o Rio de Janeiro naquela época, bem semelhante as gangs do tráfico de hoje em dia. Porem o Manduca queria muito mais do que fazer parte de uma gang, coisa que poderia lhe atrapalhar em seus negócios, pois possuía uma banca de peixe e era guarda-costas de pessoas ilustres e, principalmente políticos. Nas eleições do bairro de São José, pintava o Diabo e, nos esfaqueamentos, ninguém possuía a mesma competência.

Devido a sua grande influencia, respondeu a 27 processos por lesões corporais leves e graves, e não foi punido por nem um, saindo-se totalmente ileso. Manduca ainda se tornou mais celebre, com a chegada do deputado português Santana que gostava de desafios de briga de rua, que era uma coisa semelhante ao vale tudo de hoje, só que não avia pontos e nem juizes, perdia aquele que fosse a lona ou pedisse arrego, sendo que o ultimo era negado algumas vezes.

Manduca foi então desafiado e foi o grande campeão, deixando Santana abismado com tanta destreza. Apos o combate, os dois saíram abraçados e foram tomar champanhe se tornando grandes amigos. Manduca da Praia era um campeão da Capoeira da época no Rio de Janeiro, uma Capoeira que não possuía musica ou qualquer tipo de instrumentos, era quase que uma briga de rua.

Manduca como dito anteriormente, era alto, claro barba pontuda ruiva e cabelos da mesma cor; nunca deixava de lado o seu casaco comprido e de tecido grosso e, uma corrente de ouro de que pendia o seu relógio também de ouro. Manduca levou uma vida com certas regalias, pois a sua banca de peixe, era um negocio que lhe rendia bons lucros.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011



Ai galera depois da roda vai rolar O CHÁ DE FRAUDAS, para o bebe que vai nascer do C.Mestre Eddy e de sua esposa Sandra.
Aos que queiram participar favor trazer um pacote de fraudas tamanhos P,M e G, e 1 litro de refrigerante.
Contamos com a sua presença.


Axé

sábado, 17 de setembro de 2011

As Músicas que faziam o jogo


A Capoeira é a única luta que é praticada ao som de instrumentos e cantos, que podem ser em forma de: ladainhas, quadras e corridos, narrando as vezes um lamento, uma oração, um aviso, uma reza, um agrado, um desafio, um elogio, um fato, uma história ou até mesmo uma ofensa.
    A música e a capoeira andam juntas. No entanto, essa interação, ainda hoje, é mais importante do que parece, mas nos registros históricos da capoeira, lá estava a música, seja servindo de disfarce para ocultar sua   prática, seja para animar os praticantes, ou mesmo para definir o ritmo e o estilo do jogo. Poderemos fazer umar roda sem pandeiro ou sem atabaque, mas sem oberimbau,  jamais será possível. Ele é o mestre dos mestres. Por isso, louva-lo e reverencia-lo, é obrigação de quem entra para o jogo.

LADAINHA: São cantigas de saudação no início do jogo de Angola, podendo ser um aviso, uma reza, um lamento, um desabafo, um agrado ou mesmo um desafio. Aí entra em destaque a sabedoria e a convivência dos ritmistas. São nas ladainhas que vamos contar histórias e acontecimentos ocorridos no passado mas geralmente só os mestres antigos é quem guarda na memória tantas músicas assim e são eles que conservam esta tradição, mas com a falta de outra pessoa para duelar pouco se realiza tal proeza.
QUADRAS: São versos que contam pequenos trechos da história da capoeira em seus diversos aspectos. "As quadras podem ser cantadas em qualquer toque como a Benguela"
CORRIDOS: São versos as vezes palavras, que o solista canta e o coro responde da mesma forma. Os corridos são executados normalmente, sempre, com o toque "São Bento Grande da Regional".
  Fonte/; http://capoeira_regional.vilabol.uol.com.br/