segunda-feira, 19 de setembro de 2011



Ai galera depois da roda vai rolar O CHÁ DE FRAUDAS, para o bebe que vai nascer do C.Mestre Eddy e de sua esposa Sandra.
Aos que queiram participar favor trazer um pacote de fraudas tamanhos P,M e G, e 1 litro de refrigerante.
Contamos com a sua presença.


Axé

sábado, 17 de setembro de 2011

As Músicas que faziam o jogo


A Capoeira é a única luta que é praticada ao som de instrumentos e cantos, que podem ser em forma de: ladainhas, quadras e corridos, narrando as vezes um lamento, uma oração, um aviso, uma reza, um agrado, um desafio, um elogio, um fato, uma história ou até mesmo uma ofensa.
    A música e a capoeira andam juntas. No entanto, essa interação, ainda hoje, é mais importante do que parece, mas nos registros históricos da capoeira, lá estava a música, seja servindo de disfarce para ocultar sua   prática, seja para animar os praticantes, ou mesmo para definir o ritmo e o estilo do jogo. Poderemos fazer umar roda sem pandeiro ou sem atabaque, mas sem oberimbau,  jamais será possível. Ele é o mestre dos mestres. Por isso, louva-lo e reverencia-lo, é obrigação de quem entra para o jogo.

LADAINHA: São cantigas de saudação no início do jogo de Angola, podendo ser um aviso, uma reza, um lamento, um desabafo, um agrado ou mesmo um desafio. Aí entra em destaque a sabedoria e a convivência dos ritmistas. São nas ladainhas que vamos contar histórias e acontecimentos ocorridos no passado mas geralmente só os mestres antigos é quem guarda na memória tantas músicas assim e são eles que conservam esta tradição, mas com a falta de outra pessoa para duelar pouco se realiza tal proeza.
QUADRAS: São versos que contam pequenos trechos da história da capoeira em seus diversos aspectos. "As quadras podem ser cantadas em qualquer toque como a Benguela"
CORRIDOS: São versos as vezes palavras, que o solista canta e o coro responde da mesma forma. Os corridos são executados normalmente, sempre, com o toque "São Bento Grande da Regional".
  Fonte/; http://capoeira_regional.vilabol.uol.com.br/

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Festa, capoeira, Frevo e Samba


Todos sabemos que a contribuição africana para a formação da cultura brasileira é imensa. Os africanos trazidos para cá como escravos, acabaram sendo os principais responsáveis por constituir algumas das características mais marcantes da nossa cultura: a musicalidade, a espontaneidade, a expressividade corporal e a criatividade presente nas mais variadas manifestações das culturas tradicionais de nosso povo.
FESTA, CAPOEIRA, FREVO E SAMBA Nesse sentido, a capoeira, o frevo e o samba, são três das manifestações de nossa cultura que reúnem essas características herdadas dessa ancestralidade africana. Essas expressões têm muita coisa em comum, mas principalmente, chama-nos atenção o fato de estarem sempre ligadas à festa: algo sobre o que, nós brasileiros, diga-se de passagem, entendemos muito bem.
O samba, que surge em nosso país em diversos locais, assumindo diferentes formas e sotaques, sempre esteve ligado à necessidade dos africanos e seus descendentes em festejar, dançar, cantar, beber e comer, enfim, compartilhar seus momentos de alegria, mesmo apesar do duro sofrimento a que eram submetidos no passado, e de certa forma ainda hoje no presente. A festa sempre fez parte do samba – e o samba da festa. Onde quer que se juntem pessoas nesse país para comemorar alguma coisa, o samba quase sempre se faz presente.
A capoeira, que se constituiu como uma estratégia de enfrentamento à violência do regime escravagista e do poder opressor em nosso país, teve como cenário de expansão e consolidação justamente as famosas “festas de largo” no início do século XX, em Salvador da Bahia. É justamente nessas festas populares - como Bonfim, Iemanjá e Conceição da Praia - que se inicia o processo de afirmação e aceitação social da capoeira através dos grandes mestres que começam a ganhar notoriedade nesses espaços, tais como os famososBimba, Pastinha, Noronha, entre outros.
E o frevo, que ao que tudo indica, surgiu a partir dos blocos carnavalescos do Recife e Olinda, no início do século XX, onde a rivalidade entre essas agremiações, fazia com que houvesse o enfrentamento entre elas, quando os caminhos se cruzavam durante a festa. Por isso, a necessidade de haver valentões dispostos a esses enfrentamentos - geralmente capoeiristas, que iam à frente desses cordões e, ao som das orquestras de metais e percussão, evoluíam com seus passos ágeis e coreografias bem desenhadas, dando origem à essa dança tão popular no carnaval de Recife e Olinda.
Percebemos então, que o sujeito social que freqüentava cada uma dessas manifestações era o mesmo, ou seja, o capoeirista era também o dançarino de frevo e vice-versa. Isso acontecia também com o sambista no Rio de Janeiro, que inclusive se vestia de forma muito parecida com o capoeirista da época: terno branco, chapéu de palha, lenço de seda no pescoço, e muitas vezes também a famosa navalha. Sem falar na perseguição policial que ambos sofriam, por serem tidos como vadios, marginais e capadócios.

Esses elementos nos dão pistas interessantes para tentarmos compreender o contexto social desse período histórico, onde esses sujeitos sociais: o capoeira, o sambista e o dançarino de frevo, compartilhavam do mesmo universo e transitavam com muita desenvoltura nesses ambientes, tendo como pano de fundo, justamente, a festa.
festa sempre teve lugar de destaque na cultura brasileira, e talvez isso explique um pouco do nosso espírito alegre, nosso bom humor e nossa postura otimista diante das dificuldades da vida. São nos espaços festivos que exercitamos nossa sociabilidade, nosso sentido comunitário, nosso compartilhar de dores e alegrias, nossa sentido de pertença e identidade. A capoeira, o samba e o frevo, são ótimos exemplos desse exercício de cidadania. São manifestações que possuem o forte poder de agregar pessoas em torno da celebração, do encontro e da valorização da vida.

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008). Fonte portal da capoeira


Documentário Mestre Pastinha